Consórcio, corra disso!

 

Olá amigos!

Inicio aqui a categoria Finanças.

Aviso:

Não sou expert em finanças. Mas por necessidade, estou buscando conhecimento para melhorar a minha saúde financeira e alguns deles eu compartilharei aqui. Espero que façam bom proveito.

 

Neste primeiro post sobre esse assunto, venho alertar sobre uma das maiores arapucas do mercado.

Tipo de produto tão ruim, mas tão ruim, que só existe aqui no Brasil (até onde sei). O consórcio.

O que é um consórcio?

“Grupo de pessoas que se cotizam em prestações para a compra de bens ou objetos de valor elevado, sendo a ordem de entrega a cada membro consorciado decidida mediante sorteio (mensal, semanal).”

  • O cliente compra uma cota no valor do bem que deseja adquirir.
  • Grupos são formados levando em consideração o valor total e a quantidade de parcelas.
  • Cartas de crédito são sorteadas aos membros do grupo, no valor do bem desejado.
  • Os membros podem dar lances para adquirir essa carta de crédito, antes de terminar o consórcio.
  • Leva quem der o maior lance.

Eu digo que estou correndo de consórcios!

E você me pergunta: Como assim? Não tem juros, poxa!

E eu respondo de maneira sarcástica: Então foca no fato de não ter juros e vá ser “feliz”.

Mas, como me importo, enumero aqui alguns motivos para esse conselho:

  1. A taxa de administração é  em média de 18% do valor da carta.
  2. Ser sorteado por ultimo, significa que financiará os outros consorciados.
  3. Você não recebe juros.
  4. Pagará seguro.
  5. Contribuirá para um fundo de reserva para cobrir inadimplência.
  6. A cada 12 meses há uma correção utilizando índice de inflação do setor e isso faz o saldo devedor dos consorciados aumentar.

Entendeu o problema?

A inadimplência de alguns consorciados é certa. Por isso o seguro é justificado, assim como o fundo.

Percebe que o fundo de reserva nada mais é que um investimento? Não tenho certeza, mas acho que esse valor no máximo é usado para arcar com as cartas de crédito sorteadas (pra não dizer que cai no limbo).

No caso de consórcio de imóveis, se você paga aluguel e não for contemplado inda, seus gastos com moradia aumentam e você não terá o benefício de usufruir seu bem.

Até aqui você:

  1. Paga uma quantia mensalmente;
  2. Essa quantia não lhe rende nada;
  3. Pode não ser contemplado nos primeiros meses, diria que é certo; e
  4. Não receberá o valor pago, pois há taxas, fundo e seguro para arcar.

Eu sei que é difícil lutar contra a propaganda e a chuva de ofertas de consórcios.

No caso, consórcios guardam seu dinheiro e te cobram caro por isso. Mesmo não cobrando juros. 

Mesmo antecipando, dando lances, você arca com os custos (taxas, fundo e seguro), o que leva boa parte do montante.

Qual é a melhor maneira?

Vários especialistas em finanças (arrisco que sejam todos), em um cenário como esse, recomendam que ao invés de entrar nessa “furada” que é o consórcio, você invista seu dinheiro (Fundos, LFTs, etc).

A grande questão é a mudança de mindset. É transforma um contrato de cotista em um consórcio, em um hábito de poupar todo mês e investir. Como dizem, sai muito mais barato.
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Empréstimo baseado no consignado BB. Consórcio de auto baseado no consórcio de carro popular Volkswagen 1.0. Consórcio imobiliário baseado no produto do BB. Investimentos baseados em 13% a.a, com o tempo mínimo de 2 anos.

Com base na tabela acima, prefiro então investir gradativamente de modo a chegar no desejado ou utilizar as linhas de crédito para comprar o bem, à vista.

Comprando à vista (Empréstimo), tem-se a chance de negociar um desconto e a possibilidade de usufruir do bem. No caso em que o bem seja um imóvel, você ainda se livra de outros custos, como o aluguel.

Pense bem sobre essa modinha de consórcio.

Um forte abraço e até mais.